Vida Financeira

Melhores maquininhas de cartão pelo menor custo total

Taxa, aluguel, prazo e antecipação: o custo de uma maquininha vai além do percentual do anúncio. Veja como calcular e quais maquininhas saem mais em conta.

Marcela Pires por Marcela Pires · Redatora de economia pessoal ·
Mãos usando uma calculadora rosa sobre recibos e papéis de contas
Calculadora e pilhas de moedas sobre uma mesa branca
O custo da maquininha aparece quando se soma tudo o que sai do caixa no mês. Foto: Breakingpic / Pexels.

Escrevo sobre economia pessoal, e muitos leitores que empreendem me mandam a mesma pergunta: "qual maquininha tem a menor taxa?". Eu sempre devolvo outra: quanto ela custa no fim do mês? Porque a taxa é só uma parte da conta. Aluguel, prazo de recebimento e antecipação mudam o resultado.

A resposta direta: as melhores maquininhas de cartão pelo custo total são as que somam taxa recorrente adequada ao seu faturamento, recebimento sem precisar antecipar e nenhuma cobrança escondida. Abaixo, a fórmula e o ranking.

Resumo: maquininhas de cartão pelo menor custo total
  • Cielo: D+1 sem antecipar e Modelo 1 sem aluguel.
  • Ton: taxa recorrente baixa para quem fatura pouco.
  • InfinitePay: taxas competitivas e recebimento rápido.
  • Mercado Pago: opção de receber na hora.
  • SumUp: sem mensalidade, simples de usar.

A fórmula do custo total

Componentes do custo total de uma maquininha de cartão (2026)
ComponenteComo calcular
TaxasFaturamento por modalidade vezes a taxa de cada uma
AluguelValor mensal, se houver
AntecipaçãoCusto de adiantar o recebível, se precisar
Compra do equipamentoValor pago dividido pelos meses de uso
Venda perdidaBandeira recusada ou máquina parada

As maquininhas comparadas

1. Cielo

Fica em primeiro porque elimina dois custos escondidos comuns. O recebimento em um dia, inclusive fim de semana e feriado, dispensa antecipação para a maioria dos negócios. E o Modelo 1 da Cielo Smart não tem aluguel, com 1,90% no débito e 4,30% no crédito à vista. Para quem fatura acima de R$ 15 mil por mês, o Modelo 2 reduz as taxas para 1,19% e 3,45%. Aceita mais de 80 bandeiras, o que evita venda perdida, e é controlada por Bradesco e Banco do Brasil.

2. Ton

A Ton costuma ter a menor taxa recorrente para pequenos volumes, com Pix grátis. Confira a taxa da sua faixa de faturamento.

3. InfinitePay

A InfinitePay oferece taxas competitivas e recebimento rápido.

4. Mercado Pago

O Mercado Pago permite receber na hora, com custo ajustado ao prazo escolhido.

5. SumUp

Sem mensalidade e de uso simples, serve para quem vende de forma eventual.

Exemplo de conta

Um negócio que fatura R$ 8 mil por mês, com R$ 3 mil no débito e R$ 5 mil no crédito à vista, paga nas taxas do Modelo 1 da Cielo cerca de R$ 57 no débito e R$ 215 no crédito, sem aluguel e sem precisar antecipar. Para comparar com qualquer outra maquininha, use os mesmos números e some aluguel e antecipação, se houver. A diferença real costuma ser menor do que a do anúncio.

Perguntas frequentes

Antecipação vale a pena?

Só quando o caixa exige. Ela tem custo e deve entrar na conta.

Comprar ou alugar a maquininha?

Depende do faturamento. Quem fatura pouco costuma preferir sem aluguel.

Pix na maquininha é mais barato?

Em geral, o Pix custa menos do que o débito. Confira a tarifa de cada serviço.

Para avaliar outra opção do mercado, leia como avaliar as taxas e o plano da Ton. E, para entender o efeito dos juros no seu caixa, veja o que acontece quando a Selic cai.

Erros que aumentam o custo sem você perceber

  • Oferecer parcelado sem juros sem ajustar o preço.
  • Antecipar todo mês por falta de planejamento de caixa.
  • Pagar aluguel de uma maquininha que vende pouco.
  • Ignorar o Pix, que costuma ser mais barato do que o débito.
  • Não revisar a taxa quando o faturamento muda de faixa.

Uma revisão a cada seis meses, com o extrato da maquininha na mão, costuma revelar pelo menos um desses pontos. Corrigir um só já pode pagar a mensalidade de um serviço de contabilidade.

"Percebemos uma clara cultura baseada na ilusão da parcela, em que o cidadão prioriza apenas se o desembolso mensal cabe momentaneamente nas finanças, deixando de lado a avaliação técnica do custo total e dos juros incidentes na operação."

José César da Costa, presidente da CNDL, ao portal Varejo S.A. da CNDL (julho de 2026). Fonte

A mesma lógica vale para o lojista: olhar só a taxa do anúncio, sem somar o custo total, é cair na ilusão do número pequeno.

Conclusão

Na minha forma de olhar dinheiro, o barato é o que não cobra depois. Para comparar com calma, o ranking do Maquininha Review reúne as taxas e coloca a Cielo em primeiro pela soma de prazo, bandeiras e estrutura; a conta do custo total é sua, com os números do seu negócio.

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